Quando pensamos em uma palavra, sensações nos remetem automaticamente. Ainda mais quando solta ao ar, sem conexões previstas ou predeterminadas. Soltaremos uma ao léu. E desenvolveremos uma idéia sobre ela. Antes de ler o texto abaixo, faça suas relações, estabeleça as conexões e depois perceba o que há de comum e distinto entre estas e as nossas.
Útero.
O órgão feminino que primeiro nos acomoda. Sem mesmo a intenção da própria maternidade exercida pela incubadora, ele nos recebe e conforta. As primeiras sensações são de receptividade e acolhimento. O olhar poético e afetivo sobre ele e às associações a gestação feminina nos é agradável.
Se associarmos ao ato procriador ou o que leva a ele, evoca a eterna tentativa de conquista do masculino sobre o feminino. Do ato sexual, cru e violentador – sem a conotação criminosa -, da busca do íntimo, desconhecido e inacessível que o feminino contém pela força física e bruta do coito. A intangível dominação do forte sobre o sensível e o fascínio que este proporciona. A presença do incabível, o erótico e o materno no mesmo espaço. Um emaranhado de redes sentimentais que leva à vertigem e a explosão de sentimentos contínuos e simultâneos.






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